


Este é um projeto que está dando seus primeiros e cuidadosos passos, com a persistência que a construção de um caminho autêntico exige de quem se propõe a essa tarefa.
Sem a pretensão de erguer grandes avenidas ou oferecer promessas infalíveis de cura e sucesso, nosso coletivo busca ser um espaço de encontro, trocas fraternas e sustentação do trabalho cotidiano.
Inspiramo-nos na imagem da vereda, um caminho alternativo que surge em terrenos inesperados, por vezes inóspitos. A palavra, um dos principais instrumentos da clínica psicanalítica, pode ser essa vereda. Através dela, podemos tecer novas e inspiradoras costuras, criar novos laços e ampliar nosso olhar e investigação sobre o mundo. Assim, cultivamos e compartilhamos o desejo conjunto de refletir continuamente sobre o vasto legado teórico e histórico da psicanálise, com a inquietação sobre quais serão os canteiros em que futuramente a psicanálise criará raízes.
É pertinente mencionar que este projeto não se propõe a realizar uma formação em psicanálise. Trata-se de uma proposta de trabalho coletivo com a psicanálise, que pode ser composto por psicanalistas que constroem suas formações em diferentes espaços, por meio de suas análises, supervisões e estudos teóricos, em ambientes institucionais ou não.
BOAS VINDAS!
O Palavra e Vereda é um projeto coletivo dedicado ao estudo e pesquisa da psicanálise, ao exercício da palavra e à articulação do ofício da escuta, criado por psicanalistas que compartilham uma trajetória comum. Nosso objetivo é descobrir novas veredas e construir laços com aqueles que se sintam provocados e instigados, de alguma forma, por nossas propostas de trabalho.
Uma psicanalista não é uma especialista em tratar pacientes com sua expertise, que ela aplicaria aos sintomas de um determinado caso específico. Se alguém quer mudar algo na coisa (na estrutura inconsciente), é preciso deixar que a coisa fale, pois só ela pode inventar, produzir, a palavra que eventualmente “funciona”, que move as coisas. Mas alguém — nesse caso, a analista — deveria, é claro, ser capaz de reconhecer a “palavra certa”. E essa não é simplesmente uma postura prática, mas também teórica.
Alenka Zupančič
















